
Escrito por dalvaniralopes às 10h48
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Conta o folclore europeu que há muitos anos atrás um rapaz e uma moça apaixonados resolveram se casar. Dinheiro eles quase não tinham, mas nenhum deles ligava para isso. A confiança mútua era a esperança de um belo futuro, desde que tivessem um ao outro. Assim, marcaram a data para se unir em corpo e alma. Antes do casamento, porém, a moça fez um pedido ao noivo: - Não posso nem imaginar que um dia possamos nos separar. Mas pode ser que com o tempo um se canse do outro, ou que você se aborreça e me mande de volta para meus pais. - Quero que você me prometa que, se algum dia isso acontecer, me deixará levar comigo o bem mais precioso que eu tiver então. O noivo riu, achando bobagem o que ela dizia, mas a moça não ficou satisfeita enquanto ele não fez a promessa por escrito e assinou. Casaram-se. Decididos a melhorar de vida ambos trabalharam muito e foram recompensados. Cada novo sucesso os fazia mais determinados a sair da pobreza, e trabalhavam ainda mais. E tempo passou e o casal prosperou. Conquistaram uma situação estável e cada vez mais confortável, e finalmente ficaram ricos. Mudaram-se para uma ampla casa, fizeram novos amigos e se cercaram dos prazeres da riqueza. Mas, dedicados em tempo integral aos negócios e aos compromissos sociais, pensavam mais nas coisas do que um no outro. Discutiam sobre o que comprar, quanto gastar, como aumentar o patrimônio, mas estavam cada vez mais distanciados entre si. Certo dia, enquanto preparavam uma festa para amigos importantes, discutiram sobre uma bobagem qualquer e começaram a levantar a voz, a gritar, e chegaram às inevitáveis acusações. - Você não liga para mim! - gritou o marido - só pensa em você, em roupas e jóias. - Pegue o que achar mais precioso, como prometi, e volte para a casa dos seus pais. Não há motivo para continuarmos juntos. A mulher empalideceu e encarou-o com um olhar magoado, como se acabasse de descobrir uma coisa nunca suspeitada. - Muito bem, disse ela baixinho. Quero mesmo ir embora. Mas vamos ficar juntos esta noite para receber os amigos que já foram convidados. Ele concordou. A noite chegou. Começou a festa, com todo o luxo e a fartura que a riqueza permitia. Alta madrugada o marido adormeceu, exausto. Ela então fez com que o levassem com cuidado para a casa dos pais dela e o pusessem na cama. Quando ele acordou, na manhã seguinte, não entendeu o que tinha acontecido. Não sabia onde estava e, quando sentou-se na cama para olhar em volta, a mulher aproximou-se e disse-lhe com carinho: - Querido marido, você prometeu que se algum dia me mandasse embora eu poderia levar comigo o bem mais precioso que tivesse no momento. - Pois bem, você é e sempre será o meu bem mais precioso. Quero você mais que tudo na vida, e nem a morte poderá nos separar. Envolveram-se num abraço de ternura e voltaram para casa mais apaixonados do que nunca. .................... O egoísmo, muitas vezes, nos turva a visão e nos faz ver as coisas de forma distorcida. Faz-nos esquecer os verdadeiros valores da vida e buscar coisas que têm valor relativo e passageiro. Importante que, no dia-a-dia, façamos uma análise e coloquemos na balança os nossos bens mais preciosos e passemos a dar-lhes o devido valor.
Autor: Equipe do site www.momento.com.br com base na história "O bem mais precioso", do Livro das Virtudes II, pág. 460.
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Escrito por dalvaniralopes às 09h18
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Escrito por dalvaniralopes às 10h54
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O Trabalho é o Amor Feito Visível
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A necessidade do trabalho é lei da natureza, por isso constitui uma necessidade. A civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos. Mas por trabalho não se devem entender somente as ocupações materiais. Toda ocupação útil é trabalho. Sem o trabalho o homem não se aperfeiçoaria e permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade. Como a história da humanidade registra que por muito tempo o trabalho foi tido como castigo, existem pessoas que se aborrecem por terem que trabalhar. Importante, assim, lembrar que é o trabalho que nos dá oportunidade de crescimento. Todos os progressos que a humanidade alcançou até hoje, são frutos do trabalho. E é sobre o trabalho que Khalil Gibran escreveu o seguinte: Quando trabalhais, sois uma flauta através da qual o murmúrio das horas se transforma em melodia. Quem de vós aceitaria ser um caniço mudo e surdo quando tudo o mais canta em uníssono? Sempre vos disseram que o trabalho é uma maldição, e o labor, uma desgraça. Mas eu vos digo que, quando trabalhais, realizais parte do sonho mais longínquo da terra, desempenhando assim uma missão que vos foi designada quando esse sonho nasceu. E, apegando-vos ao trabalho, estareis na verdade amando a vida. Disseram-vos que a vida é escuridão; e no vosso cansaço, repetis o que os cansados vos disseram. E eu vos digo que a vida é realmente escuridão, exceto quando há um impulso. E todo impulso é cego, exceto quando há saber. E todo saber é vão, exceto quando há trabalho. E todo trabalho é vazio, exceto quando há amor. E quando trabalhais com amor, vós vos unis a vós próprios e uns aos outros, e a Deus. E que é trabalhar com amor? É tecer o tecido com fios desfiados de vosso próprio coração, como se vosso bem-amado fosse usar esse tecido. É construir uma casa com afeição, como se vosso bem-amado fosse habitar essa casa. É semear as sementes com ternura e recolher a colheita com alegria, como se vosso bem-amado fosse comer-lhe os frutos. É pôr em todas as coisas que fazeis um sopro de vossa alma. O trabalho é o amor feito visível. E se não podeis trabalhar com amor, mas somente com desgosto, melhor seria que abandonásseis o vosso trabalho e vos sentásseis à porta do templo a solicitar esmolas daqueles que trabalham com alegria. Pois se cozerdes o pão com indiferença, cozereis um pão amargo, que satisfaz somente a metade da fome do homem. E se espremerdes a uva de má vontade, vossa má vontade destilará no vinho o seu veneno. E ainda que canteis como os anjos, se não tiverdes amor ao canto, tapais os ouvidos do homem às vozes do dia e às vozes da noite. Sem dúvida o poeta tem razão. O trabalho feito com amor provê não só as necessidades do corpo, mas também as da nossa alma.
Autor: Equipe de Redação do site www.momento.com.br, com base em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, itens 674 a 676, e no cap. O trabalho, do livro O Profeta, de Gibran Khalil Gibran. |
Escrito por dalvaniralopes às 10h52
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Escrito por dalvaniralopes às 17h23
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O vestibulando chega correndo ao local da prova, mas o portão se fecha à sua frente. Ele senta e desaba. Tanto esforço. Tanta preparação. Tanto estudo. Tudo perdido por um atraso mínimo de segundos. O pedestre observa o sinal vermelho, mas decide atravessar correndo porque está atrasado para um compromisso. Freada brusca. Susto. Talvez ferimentos graves. Tudo por questão de um segundo de precipitação. O funcionário chega correndo, esbaforido, bate o cartão e vai para seu local de trabalho. Ali, precisa de alguns minutos para se recompor. Subiu as escadas correndo, porque os elevadores estavam lotados e ele não desejava se atrasar, a fim de não ter descontados valores ao final do mês em seu salário. Desculpas se sucedem a desculpas. Não deu tempo. Não foi possível chegar. Perdi o ônibus. O trânsito estava terrível na hora em que saí. Tempo é nossa oportunidade de realização, que devemos aproveitar com empenho. A nossa incapacidade de planejar o tempo provoca a desarmonia e toda a série de contratempos. O tempo pode ser comparado a uma moeda. Se tomarmos de uma porção de ouro e cunharmos uma moeda, poderemos lhe dar o valor de um real. Este será o valor inscrito mas o valor verdadeiro será muito maior, representado pela quantidade do precioso metal que utilizamos. As moedas do tempo têm uma cunhagem geral, que é igual para todos: um segundo, um mês, um ano, um século. Mas o valor real dependerá do material com que cunhamos o nosso tempo, isto é, o que fazemos dele. Para um correto aproveitamento desse tesouro que é o tempo, é preciso disciplina. Para evitar correria, levantemos um pouco mais cedo. Preparemo-nos de forma mais rápida, sem tanta "enrolação". Deixemos, desde a véspera, o que necessitaremos para sair, mais ou menos à mão, evitando desperdícios de minutos a procura disto ou daquilo. Se sabemos que o trânsito, em determinados horários, está mais congestionado, disciplinemo-nos e nos programemos para sair um pouco antes, com folga. Esses pequenos cuidados impedirão que percamos compromissos importantes, que tenhamos de ficar sempre criando desculpas para justificar os nossos atrasos, que tenhamos taquicardia por ansiedade ao ver o relógio dos segundos correr célere, demarcando os minutos e as horas. ............... Na órbita das nossas vidas, não joguemos fora os tempinhos tantas vezes desprezados. Aproveitemos para escrever um ligeiro bilhete de carinho a alguém que esteja enfrentando momentos graves. Telefonemos a um familiar ou amigo que não vejamos há muito tempo. Cuidemos de um vaso de planta. Desenvolvamos idéias felizes para fazer o bem a alguma pessoa que saibamos necessitada. Valorizemos os minutos para descobrir motivos gloriosos de viver, para aprender a amar a vida e iluminar o nosso caminho.
Autor: Equipe do site www.momento.com.br, com base no cap. 3 do livro Vereda Familiar e no cap. "O Grande Tesouro" do livro Uma Razão para Viver. |
Escrito por dalvaniralopes às 16h57
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Escrito por dalvaniralopes às 16h54
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Era uma vez um rei que possuía larga extensão de terras. Habituado a caminhar pelo seu reino, certa ocasião o soberano irritou-se com a aspereza do solo que lhe feria os pés. Determinou que todas as estradas e todos os caminhos fossem cobertos por macios e belos tapetes. Todos os súditos se empenharam em realizar a louca e difícil tarefa imposta pelo monarca. Passaram-se alguns anos sem que o trabalho pudesse ser concluído. Um dia, o exigente soberano, tomado por uma febre violenta, acabou morrendo sem ver seu desejo realizar-se. Um velho sábio, ao tomar conhecimento daquela estranha história, comentou: "pobre rei! Morreu sem concretizar seu sonho e sem saber o quão fácil isso poderia ter sido!" Ante a surpresa e a discordância manifestada por aqueles que o ouviam, esclareceu: "se o rei não queria ferir-se com a aspereza dos solos, bastaria que cortasse dois pedacinhos de tapete e os colasse na sola de seus próprios pés. Se assim tivesse agido, para ele, todo o seu reino seria acarpetado." Críticos sagazes, somos hábeis em tecer comentários cruéis a respeito de pessoas e de situações. Somos ágeis em relacionar o que não nos agrada nos mais diversos lugares e ambientes. Temos olhos de águia para criticar e condenar. Estabelecemos listas infindáveis de coisas a serem melhoradas e corrigidas pelos outros. Temos a convicção de que "se não fosse pelos erros dos outros o mundo poderia ser muito melhor." Agimos como se fôssemos meros espectadores e como se não nos coubesse qualquer responsabilidade perante a vida. Esperamos que as coisas se resolvam por si só, ou ainda, que as outras pessoas façam algo por nós. Queremos um mundo onde as estradas sejam acarpetadas para garantir maciez aos nossos pés. Mas, esperamos que os outros cubram nossos caminhos com belos e ricos tapetes. Delegamos ao resto da humanidade a responsabilidade por toda a nossa desdita e pela nossa ventura. Em virtude disso, vemo-nos destinados a reclamar infinitamente pela não realização de nossos sonhos. Sonhos esses que teriam grandes chances de se concretizar se nos dispuséssemos a fazer a parte que nos cabe. Não aguardemos pela iniciativa dos que nos cercam na realização do que a todos compete efetuar. Quem cruza os braços em função da inércia alheia, confunde-se na multidão dos que nada fazem. Responsabilizar os outros não produz nada de útil. Apontar equívocos alheios não nos autoriza a ignorar os nossos próprios. Ser capaz de reclamar não nos aprimora, nem garante a correção das falhas que apuramos. Abandonemos a acomodação que há tanto nos acompanha e livremo-nos das garras da preguiça que nos alicia. Tenhamos disposição para fazer o que nosso conhecimento e nossa capacidade nos permitem. Pouco a pouco, a gota corrompe a pedra. O raio de luz vence a escuridão. O vento move a montanha e esculpe as rochas. Demonstra a natureza que cada qual detém a possibilidade de alterar o que parece imutável. Cada um, singela e constantemente agindo, pode marcar a face da história e transformar o rumo da vida. Atos simples que não exigirão heroísmo, nem bravura, de nenhum de nós. Atos cotidianos e aparentemente banais, mas que, em verdade, integram a missão individual de cada um perante Deus.
Autor: Equipe de Redação do site www.momento.com.br, com base no livro Parábolas Eternas, organização Legrand, 3ª ed., Editora Sóler, pp 108/109. |
Escrito por dalvaniralopes às 10h58
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Escrito por dalvaniralopes às 10h57
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